La rivière
Je suis de nouveau là!!!
"Querido diário..." Ultimamente eu ando assim meio cheia de clichês. E é com um clichê que eu retorno: Mas afinal de contas, o que é a vida? Definições e divagações filosóficas à parte (apesar de elas serem necessárias sempre!), ando tentando descobri.
Os tempos têm sido bons, relativamente bons... Muito aprendizado, novas amizades, novas buscas, novas perdas, enfim, a vida segue seu rumo.
Nada de muito extraordinário. E por isso mesmo andei ausente. Na verdade, ausente até demais... Sorry.
Ultimamente ando sentindo uma grande dificuldade de entender certos acontecimentos. Meus, d'outrem, não sei... Estruturar o pensamento no sentido de tirar os olhos de mim e buscar uma visão mais ampla, geral. Aquela que se encontra lá em cima, d'onde tudo é mais nítido, claro e belo. A parte do belo eu nem faço tanta questão, mas as anteriores...
Ando pensando sobre o individualismo e o realismo absoluto. Aliás, cabe registrar que estou tendenciando a mudar de idéia política também. Mas isso é conversa para outro pôr-do-sol.
Voltando ao individualismo realista, que seja, sinto cada vez que me distancio das pessoas, crio um mundo paralelo onde as verdades só fazem sentido para mim mesma. Preocupante isso, pois "navegar é preciso" e as águas nem sempre são mansas...
Mas o que dizer diante da desilusão? E da decepção, o que fazer? Eis o ministério da fé! (Que me perdoem os religiosos)
Eu ainda tenho muito o que refletir e muito sobre o que pensar para concluir algo relativamente racional. De outra, fico aqui com meus pensamentos abstratos tentando, de alguma maneira, encontrar a razão que me falta e, sobretudo, que falta aos outros. Mas não vou cair, espero, no "erro" de afirmar que o "inferno são os outros", antes mesmos prefiro dizer que o inferno é dos outros...
Para ilustrar, eis um pensamento inacabado que inicia minha longa jornada de reflexão.
Eu salto sobre o mal. Eu ando na beira. Tenho contemplado o abismo. E isso me assusta. Às vezes ando à margem, percebendo muito da burrice e da mediocridade humana que me cerca, e penso: não quero ser como eles! O medo de mudar sempre me assustou, mas nem por isso deixei de fazer as devidas e carecidas mudanças. O medo do novo me gela a alma e paralisa meu corpo. Pavor. Pânico. Sei lá o quê.
Erro muito. Sempre erro. Reconheço e sei disso. Ajeitar as coisas, colocá-las nos respectivos lugares depois de tudo é o drama que me assola.
Tenho medo e estou assustada. Nada sei do porvir. Tampouco sei de mim. Nunca soube na verdade. Mas pretendo descobrir, e estou no caminho certo.
Ah como eu quria o ócio total de todas as obrigações e parar o meu tempo simplesmente para meditar e contemplar. Refletir e concluir algo que esteja dentro e fora da razão...



