vendredi, novembre 24, 2006

La rivière

Je suis de nouveau là!!!
"Querido diário..." Ultimamente eu ando assim meio cheia de clichês. E é com um clichê que eu retorno: Mas afinal de contas, o que é a vida? Definições e divagações filosóficas à parte (apesar de elas serem necessárias sempre!), ando tentando descobri.

Os tempos têm sido bons, relativamente bons... Muito aprendizado, novas amizades, novas buscas, novas perdas, enfim, a vida segue seu rumo.

Nada de muito extraordinário. E por isso mesmo andei ausente. Na verdade, ausente até demais... Sorry.

Ultimamente ando sentindo uma grande dificuldade de entender certos acontecimentos. Meus, d'outrem, não sei... Estruturar o pensamento no sentido de tirar os olhos de mim e buscar uma visão mais ampla, geral. Aquela que se encontra lá em cima, d'onde tudo é mais nítido, claro e belo. A parte do belo eu nem faço tanta questão, mas as anteriores...

Ando pensando sobre o individualismo e o realismo absoluto. Aliás, cabe registrar que estou tendenciando a mudar de idéia política também. Mas isso é conversa para outro pôr-do-sol.

Voltando ao individualismo realista, que seja, sinto cada vez que me distancio das pessoas, crio um mundo paralelo onde as verdades só fazem sentido para mim mesma. Preocupante isso, pois "navegar é preciso" e as águas nem sempre são mansas...

Mas o que dizer diante da desilusão? E da decepção, o que fazer? Eis o ministério da fé! (Que me perdoem os religiosos)

Eu ainda tenho muito o que refletir e muito sobre o que pensar para concluir algo relativamente racional. De outra, fico aqui com meus pensamentos abstratos tentando, de alguma maneira, encontrar a razão que me falta e, sobretudo, que falta aos outros. Mas não vou cair, espero, no "erro" de afirmar que o "inferno são os outros", antes mesmos prefiro dizer que o inferno é dos outros...

Para ilustrar, eis um pensamento inacabado que inicia minha longa jornada de reflexão.

Eu salto sobre o mal. Eu ando na beira. Tenho contemplado o abismo. E isso me assusta. Às vezes ando à margem, percebendo muito da burrice e da mediocridade humana que me cerca, e penso: não quero ser como eles! O medo de mudar sempre me assustou, mas nem por isso deixei de fazer as devidas e carecidas mudanças. O medo do novo me gela a alma e paralisa meu corpo. Pavor. Pânico. Sei lá o quê.

Erro muito. Sempre erro. Reconheço e sei disso. Ajeitar as coisas, colocá-las nos respectivos lugares depois de tudo é o drama que me assola.

Tenho medo e estou assustada. Nada sei do porvir. Tampouco sei de mim. Nunca soube na verdade. Mas pretendo descobrir, e estou no caminho certo.

Ah como eu quria o ócio total de todas as obrigações e parar o meu tempo simplesmente para meditar e contemplar. Refletir e concluir algo que esteja dentro e fora da razão...

jeudi, novembre 16, 2006

Monty Python - Futebol Filosófico (legendado)
É o vídeo mais engraçado que já vi!!!

mardi, juin 06, 2006

je veux




«Quero falar não para censurar os homens, mas antes para expor detalhadamente a benevolência do que lhes dei. A começo, quando viviam, viviam falsidades; quando ouviam, não entendiam; e, como as formas dos sonhos, misturavam tudo ao acaso durante sua longa existência; e não possuíam a arte de construir casas soalheiras de tijolo, nem sabiam trabalhar a madeira; viviam em antros subterrâneos, como as formigas desprezíveis, nas profundidades sem sol das cavernas (…); não tenho maneira de me libertar do sofrimento presente.”

Já só temos relações puramente técnicas. Já não é na Terra que o homem hoje vive. (...) a técnica arranca o homem da Terra e desenraíza-o cada vez mais (...) Não é preciso nenhuma bomba atómica: o desenraizamento do homem já está aí. A engrenagem mais ampla da técnica moderna encerra a inter-relação do homem com o mundo e a terra desbravada e desamparada, uma vez que esta sociedade industrial existe no solo do estar-encerrado no âmbito dos seus próprios poderes (...) Já só um Deus nos pode ainda salvar. Como única possibilidade, resta-nos preparar pelo Pensamento e pela Poesia uma disposição para o aparecer desse Deus ou para a ausência do deus em declínio; preparar a possibilidade de que não (...) pereçamos perante o Deus ausente.

Sometimes I feel: acorrentada às alcantiladas rochas, com cadeias de aço indestrutível.

jeudi, mai 18, 2006

O MEDO DA BOLÍVIA

Ai mô Deus, que meda!!! Herança maldita do FHC. E mais uma vez eu me pergunto: O que aquele ser humano tinha na cabeça???

dimanche, avril 02, 2006

D'amour ou d'amitié




Passei meses, anos, por assim dizer, filosofando acerca do que venha ser amizade. Nesta empreitada, deparei-me com diversos paradigmas e controvérsias. Antíteses até.

Ao buscar o conceito do termo amizade em uma compilação léxica, deparei-me, dentre outras, com a seguinte: “Grande apreço, solidariedade ou perfeito entendimento entre entidades, grupos, instituições etc.; sentimento de grande afeição, de simpatia por alguém; reciprocidade de afeto”.

Tal busca, entretanto, não se deu pelo fato de procurar encontrar, lexicalmente, a definição pura e simples do vocábulo, mas sim do sentimento envolvido numa relação de amizade.

Fato que devo considerar é que, assim como nas diversas interações sociais do ser humano, surgem vários diapasões que devem ser tomados em conta, uma vez que não se trata exclusivamente da literalidade do fato.

Experiências empíricas mostraram-me que tais relações podem mudar de acordo com o comportamento dos seres, posto que estes são dos mais diversos possíveis.

Entretanto, cabe ressaltar que, como numa relação de amizade a complacência tende a corresponder às idiossincrasias de outrem com a intenção de ser-lhe agradável, torna-se indelével desconsiderar a ausência de boa-vontade para com outrem.

De tal observação, que trato como início de uma empreitada não só filosófica como também antropológica, fica objetivamente evidente que não se pode desconsiderar as mutabilidades e facetas do ser humano para analisar seu comportamento em face do convívio social.

Por fim, cabe ressaltar que uma análise meramente subjetiva do comportamento de um em detrimento d’outrem, em muitas ocasiões, faz cair por terra toda magia e encanto outrora existentes dedicados àquele indivíduo cuja característica inicial era de ser-amigo.

mardi, décembre 20, 2005

rien...rien.


Escrevo numa tarde cinzenta e fria. Trabalho pra espantar a solidão e meus pensamentos. Ainda tenho muitos medos. Medo de voar de amar. Medo de morrer de ser feliz. Medo de fazer analise e perder inspiração. Ganho dinheiro cantando minhas desgraças. Comprar uma fazenda fazer filhos. Talvez seja uma maneira de ficar pra sempre na terra.
Perdi-me muitas vezes pelo mar, o ouvido cheio de flores recém cortadas, a língua cheia de amor e de agonia. Muitas vezes perdi-me pelo mar, como me perco no coração de alguns meninos. Não há noite em que, ao dar um beijo, não sinta o sorriso das pessoas sem rosto, nem há ninguém que, ao tocar um recém-nascido, se esqueça das imóveis caveiras de cavalo. Porque as rosas buscam na frente uma dura paisagem de osso e as mãos do homem não têm mais sentido senão imitar as raízes sob a terra. Como me perco no coração de alguns meninos, perdi-me muitas vezes pelo mar. Ignorante da água vou buscando uma morte de luz que me consuma.